Sociedade vende maternidade perfeita

É normal as mulheres se sentirem tristes com a gravidez, ainda que tenham planejado. Elas ficam sensíveis neste período e há mudanças físicas e psicológicas, além da cobrança pela família perfeita. Elas se vêem sozinhas e não gostam de se olhar, conforme lista a psicóloga e psicanalista Maiana Rappaport, consultora do sono de bebês e crianças, coordenadora dos grupos de pós-parto na Casa Moara, em São Paulo. “A sociedade vende a imagem de uma maternidade perfeita, onde tudo é uma maravilha, então a grávida acaba se culpando por não estar feliz. O que se pode fazer para amenizar o que ela está passando é dar espaço para falar o que sente, sem julgamento ou moral. Como profissional e sociedade, não podemos convencer alguém a tomar ou não uma decisão em cima de uma questão tão importante da vida dela. O pensamento é democrático”, ensina a especialista. É preciso salientar que a tristeza perdura após o parto, em alguns casos. A paixão pela criança, às vezes, não acontece no primeiro olhar: se constrói com o tempo. E tudo bem. É o que explica a pediatra Vilneide Maria Braga Serva, membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

“Às vezes, a criança não vem como a gente idealiza, e a mãe se culpa por não ter aquele amor instantâneo que as novelas, cinema e literatura descrevem. Então, a mulher precisa de maternagem, que significa ser apoiada por alguém que represente o amor de uma mãe. Importante ainda manter contato constante com o bebê. E de espaço, até para chorar, porque é direito dela”.

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